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700CD |
a amarta tem toda a razao.realmente,esta imagem tem muita coisa la dentro,muita coisa a comunicar connosco ao mesmo tempo,tem uma riqueza impressionante.pode-se ficar largos minutos a observa-la,que nao cansa,pois tem muita coisa para descobrir.
uma coisa parece obvia,o fotografo foi a personagem principal,nota-se!!!!
eu adoro.bravo |
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efe |
pois, mas repara que devido a esse aspecto o fotógrafo não conseguiu o melhor resultado, que seria: registar a acção/interacção das pessoas entre elas e delas com o meio, evitando a percepção da presença do fotógrafo. |
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efe |
depende da forma como cada fotógrafo se posiciona. eu sou daqueles que preferiria não revelar a presença. infelizmente, sou subtil como um paquiderme.
Mas não nego a atracção da interacção entre o repórter e o objecto/objectivo.
Ao longo do meu percurso profissional, feito de fotografias e vídeos, não raras vezes a reflexão sobre o mundo das imagens me levou a questionar a sua natureza e os seus valores. Algumas dúvidas, desde as relacionadas com aspectos estéticos, ou mesmo éticos, até às de carácter mais metafísico, no reino da subjectividade, interrogam o próprio sentido da imagem.
«Como em qualquer outra profissão, o saber não se completa, o conhecimento nunca é definitivo e a aprendizagem contínua é o factor mais importante para a sua evolução. Longe de aceitar que a acção do fotógrafo se resume ao gesto mecânico e repetitivo de registar um rosto, um local, um acontecimento, dominando técnicas e equipamentos, tenho mantido sempre uma dinâmica prospectiva de novas abordagens da imagem. Para isso, observo o trabalho de outros fotógrafos e acompanho discussões em fóruns diversos, como o “fotografia alternativa (Alt)”. Outros sítios na Internet, onde se exibem imagens ou se inserem reflexões, têm alimentado a busca de mais achegas a esta temática.
Se não precisas reforçar a tua convicção não leias o artigo abaixo.
Em Fotografia, a dialéctica sujeito/objecto (em que o sujeito é plural, tríplice: o próprio sujeito da fotografia; o fotógrafo; e o destinatário da imagem. E é objecto o resultado desse exercício, a imagem virtual, ou fotografia física) distende-se noutra duplicidade: Forma e Conteúdo, apresentada em monólogos doutrinários e discussões, mais ou menos, interessantes. Encontrei recentemente num artigo de A. Rinaldo, para o qual me chamaram a atenção no ALT, a síntese de algumas realidades actuais do mundo da imagem (realização/utilização da imagem), algo próxima do meu ponto de vista pessoal. Recuperadas as ideias fortes e ajustadas às minhas convicções, resulta este breve artigo que, porém, não vai mais longe do que o permanente questionar desse universo tão apaixonante mas, simultaneamente, tão potencialmente perverso.
No mundo de hoje somos continuamente bombardeados por estímulos visuais através dos mais variados tipos de imagens: as dos ecrãs, as dos placares nas ruas, as dos jornais e revistas, as das embalagens de produtos… E quais são as consequências desta profusão de imagens? Como é que isto afecta a nossa sensibilidade sensorial? Será que o nosso discernimento na análise das mensagens visuais se mantém plenamente activo, ou estarão os nossos sentidos a sofrer um processo anestésico devido à superabundância de sinais visuais? Será que as imagens já perderam o seu poder comunicativo?
O nosso quotidiano está, efectivamente, saturado de imagens. A televisão debita, de forma insistente e repetitiva, uma autêntica miscelânea visual, e deste fenómeno resulta uma insensibilidade crescente e um alheamento efectivo em relação às mensagens que esses signos transportam. Já não somos capazes de assimilar a verdadeira força das imagens. Já não conseguimos parar para pensar. Ocorre um verdadeiro embrutecimento.
“… Existe na comunicação por imagem algo de radicalmente limitativo, de insuperavelmente reaccionário… a imagem é o resumo visual e indiscutível de uma série de conclusões a que se foi chegando através da elaboração cultural; e a elaboração cultural que se serve da palavra transmitida por escrito, é apanágio da elite dirigente, ao passo que a imagem final é construída para a massa submetida…” Humberto Eco.
A linguagem fotográfica, omnipresente na comunicação social, acostumou o nosso olhar a um mecanismo de imagens do tipo “olhar-e-andar” aplicado a todos os produtos e mensagens gerados pela nossa sociedade. A filosofia do take-away invadiu o universo da informação. E o motor de tudo isto é o share de audiências. É em função do peso comercial dos shares de audiência que se determina o valor da notícia.
A linguagem fotográfica tradicional, no âmbito da reportagem e do documentário, estandardizou-se em torno de um parâmetro único: a espectacularidade. A reportagem tem que apresentar imagens chocantes: sofrimento, desastre, todo um manancial de acontecimentos dramáticos que atraiam a atenção, mais do que os acontecimentos do quotidiano. O espectáculo do horror é o assunto que os media exigem aos repórteres fotográficos. As velhas notícias perdem audiência. Uma imagem sem pormenores espectaculares não interessa aos editores. O choque é a linguagem da televisão e da imprensa noticiosa.
É evidente que os acontecimentos actuais necessitam de cobertura. É certo que a imprensa existe para nos informar acerca dos acontecimentos e as tragédias não podem ser esquecidas ou obliteradas. Porém, afigura-se crucial encontrar novos caminhos, novas estratégias de comunicação que permitam recuperar o poder e o alcance da imagem e ofereçam alternativas de interpretação do que se está a passar.
A Fotografia é uma linguagem viva e como tal deve sincronizar-se com o pulsar do tempo. Por isso deve ajustar-se a factores como as mudanças de mentalidade, a transposição das fronteiras políticas, a miscigenação de culturas, assumindo um discurso com uma nova dimensão: para uma audiência mundial. Eis o papel fundamental que a Fotografia desempenha no plano da comunicação visual.
A comunicação recorre a uma ferramenta – a linguagem – um receptor, um emissor, e demais elementos que facilitam a transmissão da informação e a compreensão da mensagem. O efeito de muitas das imagens que vemos na TV é o choque. O choque ocupa a primeira página. Mas, no processo comunicativo, o choque é um elemento congestivo. Num ambiente de choque, nos momentos imediatos a um desastre, nenhuma reacção racional é possível e as próprias reacções emocionais são fortemente condicionadas. O choque não nos deixa espaço para avaliar, interpretar e reflectir. O choque bloqueia-nos o discernimento e a capacidade de apreensão/compreensão do acontecimento.
E as imagens chocantes possuem todos estes atributos e causam os mesmos efeitos. E porque estamos permanentemente expostos a imagens destas, ao olhá-las, quase de imediato desviamos o olhar. De certa forma contribuem para aumentar a distância entre o sujeito fotografado e o espectador, o que, por si só, desvirtua um dos mais importantes propósitos da Fotografia enquanto meio de comunicação. Assim, temos uma Fotografia que cria uma outra realidade ao nível do destinatário: discursa para alguém que não somos nós, para um outro “eu”. O espectador alheia-se, num impulso de protecção.
Ora o problema que se coloca é saber como restabelecer a proximidade e a empatia necessárias ao discurso fotográfico. Como apresentar imagens aliciantes que provoquem o envolvimento do espectador, estimulem o seu intelecto e propiciem uma discussão profícua.
Afigura-se, pois, de crucial importância manter uma atenção especial a este aspecto formal da Fotografia, nomeadamente ao seu papel enquanto veículo de comunicação, já que as imagens fazem parte da nossa “dieta” quotidiana.
O foto-documentário assenta numa fórmula nova, apresenta novos tópicos e propõe uma reformulação da linguagem. O objectivo é: informar; transportar; mostrar e descrever, mas é também: envolver; familiarizar, provocar reflexões e reacções. O foto-documentário apresenta uma abordagem diferente que se pode definir, sinteticamente, como uma reportagem documental subordinada a um tema, não necessariamente versando sobre os acontecimentos do quotidiano e, normalmente, trabalhado num período de tempo dilatado. Aqui, a adequação da linguagem fotográfica ao tema escolhido é um aspecto essencial na captura da mensagem e na sua transmissão. Esta linguagem tem de ser inteligível e, mais importante, tem de conseguir discursar para uma audiência moderna, já habituada e instruída nos códigos visuais.
Na sua forma tradicional o foto-documentário usa a mesma linguagem da foto-reportagem embora o seu propósito seja distinto. Em primeiro lugar, a realização de um trabalho foto-documentário implica o concurso de três elementos, as mesmas três entidades que possibilitam o fenómeno da comunicação: o fotógrafo, o sujeito e o espectador.
A maioria das reportagens de hoje destaca o ponto de vista do próprio fotógrafo, as suas impressões e sensações acerca do sujeito da reportagem. Ora, as mais das vezes, esta “história do fotógrafo” ofusca o conteúdo da mensagem.
A nova atitude do fotógrafo deve ser, aproximar-se do sujeito fotografado, investir tempo envolvendo-se e evolvendo as pessoas da história, deixando-as tomar parte activa no processo do registo fotográfico. É, por excelência, o domínio do retrato. Olhamos nos olhos das personagens, lemos nas rugas dos rostos e interpretamos as expressões de sofrimento, alegria, orgulho, tristeza.
E nós, espectadores, envolvemo-nos e a interpretação da mensagem é-nos, grandemente, delegada. O fotógrafo fez as suas escolhas e apresenta-nos apenas os elementos suficientes para a compreensão da história evitando apresentar demasiada informação; assim, as possibilidades de interpretação são mais amplas e evita-se a ocorrência de uma interpretação única e estandardizada. Podemos demorar-nos nas imagens, apreciando os rostos, os lugares, os objectos. O relacionamento com o fotógrafo e o próprio processo de “leitura” é desacelerado. A qualidade da imagem, em pose, por vezes registada sobre fundo sereno e vazio convida à reflexão e viabiliza uma interpretação mais independente.
O excesso de informação – típico da foto-reportagem e essencial no mundo alucinante das notícias – é aqui derrogado dando-nos, porém, a possibilidade de nunca perdermos o fôlego enquanto observamos a imagem. Olhar demoradamente, voltar a olhar (e não, voltar o olhar), e de cada vez descobrir um novo detalhe, uma nova parte da informação, mais um bocado da história. Fotógrafo, sujeito, espectador, todos participam no processo e a leitura final da mensagem não fica sujeita a uma interpretação tão condicionada e pré-definida da imagem. O ciclo da comunicação completa-se, portanto.
As histórias abordadas não têm de ser apenas acerca de dor e sofrimento mas podem, e devem, abordar toda a gama de emoções e todo o tipo de experiências humanas. Não apenas notícias do quotidiano. Não apenas a história espectacular de última hora. Não apenas aquele exclusivo de reportagem. As histórias podem ser simples, intimas, familiares. Não precisam ser notícias para consumo rápido mas, sobretudo, realidades para reflectir, tocar, compreender. E isto contribui para reduzir as distâncias, para recuperar o envolvimento efectivo – valor perdido da foto-reportagem.
As histórias podem ser locais, pequenas, sem aparente interesse ou importância “global”. As pessoas podem ser simples, até vizinhas, e não necessariamente figuras públicas, transportando-nos, assim, para uma realidade que reconhecemos, que podemos sentir como fazendo parte do nosso universo e relacionar com a nossa própria vida e com as nossas experiências.
Os temas não precisam ser assunto de primeira página, mas situações simples do quotidiano que nos transportem para algo mais vasto. Dimensão política e económica podem-se encontrar num breve documentário sobre a nossa pequena povoação, e o seu valor intrínseco pode manter-se além fronteiras pois as contingências da condição humana repetem-se em toda a parte.
Encontramos histórias com pais e filhos, amigos, inimigos, dor, alegria, solidariedade. E não esqueçamos as histórias esquecidas. As notícias enfiadas na gaveta por serem antigas, por já terem perdido a sua natureza chocante. É tempo de se falar delas. Quando o choque se dissipa é tempo de reflectir. É o espaço dado ao “depois”, a bonança depois da tempestade: este é o momento para as ilações. O momento da razão.
O envolvimento, a atenção, e a ausência da “cacofonia visual” propõem outra atitude, um novo olhar. Quem quer ver?» |
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efe |
«Se não precisas reforçar a tua convicção não leias o artigo abaixo.»
esta frase ficou mal colocada. devia estar a seguir ao 1º parágrafo. |
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700CD |
é caso para dizer "abaixo o embrutecimento"
estou empanturrado :) |
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TattooDevil |
...o meu genero de fotografia preferido, sem duvida, aqui bem representado :)
Um p&b correctissimo... eu teria dado EXACTAMENTE o contraste que lhe deste agora eheheheh |
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RGallacci |
Beleza de foto,muito bem composta e com belas tonalidades de gris e contraste. |
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