Em resposta a:
zm |
"Ainda se perde tempo com estas coisas.Como se houvesse alguma coisa no raw ,que o jpeg não faça. Mas ok nestes peditórios ja dei.Por isso quem quiser perder tempo com ficheiros volumosos e ter que os tratar que o faça.Pode ser que um dia faça a super foto"
"Sinceramente não à duvidas que fotografar em Jpeg fine é melhor que RAW...estou de acordo com António Louro, aliás fiz esta experiencia à muito tempo...O RAW é para quem fotografa muito pouco e mal..."
Pode-se dizer muita coisa sobre a opção de retirar da máquina fotográfica os ficheiros RAW ou JPG, mas objectivamente não é verdade que o JPG seja "melhor" do que o RAW, pela razão muito simples de que TODOS fotografamos em RAW (é o tipo de dados que o sensor debita) e, em geral, todos acabamos por produzir jpg. A questão só está em COMO fazemos os nossos jpg.
António, em também me admiro que se perca tempo com esta discussão, mas é pela razão oposta. Eu guardo sempre o RAW e faço os jpg no computador.
Este assunto não devia ser objecto de discussão tipo sou do Benfica ou do Sporting, porque não se trata de uma opinião subjectiva. Como já disse, todos nós fotografamos em RAW! Há alguns que guardam o ficheiro RAW (como eu faço) no cartão da máquina e depois utilizam o computador de casa para criar os jpg (mantendo sempre o RAW, como se se tratasse de um negativo), outros deixam que a máquina fotográfica processe o RAW de forma automática (controlável, evidentemente) e apenas guardam no cartão da máquina o jpg, eliminando o RAW. Pode parecer confuso, mas isto é o que se passa de facto.
Ora, o que acontece é que, quando foi a máquina a gerar o jpg (um ficheiro com amostras de 8 bits) e se deita fora o RAW (no caso da minha Nikon, um ficheiro com amostras de 12 bits) desperdiça-se totalmente a possibilidade de criar um outro jpg diferente a partir do mesmo RAW. Nomeadamente, no que diz respeito ao balanço de brancos e à exposição, o RAW permite ajustes que, quer queiram quer não, o jpg jamais permitirá.
Pode-se dizer que, definindo as configurações óptimas da máquina, o jpg obtido directamente por ela pode ser quase insuperável num software externo, mas basta que na exposição ou no balanço de brancos tenha havido uma falha considerável e isso já não é verdade.
Posso garantir com toda a certeza que consigo retirar dos meus RAW ficheiros jpg muito melhores dos que os que a máquina faria por si. Garanto que o meu computador e o Lightroom da Adobe juntos batem aos pontos a "inteligência" da minha Nikon D80.
O ficheiro RAW tem, para cada pixel, 16 vezes mais níveis de luz do que o jpg equivalente (considerando, no meu caso os 4 bits suplementares) e isso é uma vantagem objectiva, que ninguém pode negar a menos que não entenda o que isso quer dizer. Porquê deitar fora a possibilidade de os utilizar?
A única coisa que os jpg directos da máquina têm de vantajoso é que não é preciso utilizar processador externo. Mas quem é que não utiliza o PC mais que não seja para armazenar as fotos? OK, há também a questão do volume de dados, mas será isso hoje em dia razão suficiente para nos fazer desperdiçar as infinitas possibilidades de ajuste posterior que o RAW permite?
Se eu não quiser ter trabalho, basta-me importar os RAW para o Lightroom e exportar de lá os jpg sem alterar o que quer que seja. Isso pode demorar tempo, mas não dá trabalho. Agora, se quiser acertar cuidadosamente os parâmetros todos da imagem resultante e criar uma fotografia óptima a partir do mesmo RAW tenho essa possibilidade, enquanto que quem não guardou o RAW já não a tem.
Desde que comecei a utilizar RAW não voltei atrás uma única vez. | |