Em resposta a:
efe |
É uma osmose problemática. O “poeta que mata” tenderá a suicidar o “maior fotógrafo contemporâneo”, ainda que, mesmo morto, este não deixe de ser o maior fotógrafo e não veja esvaziado o seu referencial de contemporaneidade. No entanto, essa esotérica metamorfose do sujeito “maior fotógrafo”, organizada pelo princípio dialéctico da negatividade positiva e da positividade negativa que tenderá a opor-se ao sujeito/objecto “poeta que mata”, contribuirá para a notoriedade da transcendentalidade denotativo-fotográfica do referido sujeito “maior fotógrafo..” na medida em que o levará a interceptar os círculos da responsabilidade e da evidência denotativa/conotativa da fidelidade e da autenticidade do sujeito/objecto “poeta que mata” – aqui exclusivamente na sua qualidade de objecto – resultando daí a supressão de toda a mediação com o real.
É pois, um tema de abordagem complexa. | |