| Autor | Topic : O Manuel Alegre e o
Caiado Triste | |
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caiado 2much3time
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inserido em: 2010-02-28 14:19 | Editar Msg | Responder |
O maior fotógrafo de Portugal contemporâneo e o poeta-que-mata podem ser título de um tópico?(Prosseguindo a utilização deste site como um diário íntimo, venho hoje relatar um assunto complicado a todo o forum).
A vida tem destas coisas. Vivemos rápido num país lento. É assim. Vejam isto: ao final de setenta anos, o poeta-que-mata, conhecido por Manuel Alegre, tem finalmente algum curriculum para ser candidato ao maior cargo da Nação - a Presidência da República. Após ter fundado partidos políticos, ter publicado livros de poesia, ter sido soldado e combatente, ter assassinado incontáveis seres vivos e indefesos por via da sual "exaltada" actividade lúdica, vulgo a caça, depois de ter deixado descendência (acho eu), árvores, não sei se plantou, enfim, após ter servido interesses partidários que, se mais escutas houvesse e fossem divulgadas veríamos claramente o nojo que é, enfim, após se ter servido disso e ser colocado deputado com obscenas pensões vitalícias, após ter, por estratégias pessoais operado rupturas com o aparelho que o sustém, após se ter "alugado" à concorrência, (BE, entenda-se), após ter ainda a sua mulher com aparÊncia de não o envergonhar quando na comparação com as congéneres dos candidatos concorrentes, após tanta merda que um gajo faz, refaz e desfaz ao longo da vida, criando clientelas noa amiguismos e aliados pontuais nos inimigos, enfim, após toda esta tralha de canhanhos e palestras, tertúlias e artigos impregnados de cicuta que a Imprensa publica voraz de sangue, tal como um cinturão de cartuchos no final da caçada...
o poeta-que-mata, já velhote, com voz arrastada e gesto minado pelo alemão Parkinson, a coberto pelo outro alemão (Alzheimer) que lhe permite a comodidade de esquecer os pontos negativos (por exemplo as aves e animais grandes em agonia depois de baleados), enfim, com todas estas alianças urdidas por toda uma longa vida,
arrisca-se a não chegar ao seu Eldorado: o Palácio de Belém.
No seu afã de achar que as suas ligações ao estirpe monárquico e a sua descendÊncia do republicanismo primário, as suas partituras sintáticas de tertuliano anti-regime de Salazar, enfim, no seu indisfarcável egocentrismo primário, em que se apropria de um conceito estúpido (a Esquerda) que só não o é quando sabemos a correspondente tradução para Italiano (Sinistra), nesse afã, Manule Alegre, velho que lê discursos escritos pela mesma pena que lhe treme nas linhas da folha, mercÊ de óculos dióptricos colocados a meia-cana, esqueceu-se do mais importante: ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS!
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efe 2much3time
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inserido em: 2010-02-28 14:29 | Editar Msg | Responder |
É uma osmose problemática. O “poeta que mata” tenderá a suicidar o “maior fotógrafo contemporâneo”, ainda que, mesmo morto, este não deixe de ser o maior fotógrafo e não veja esvaziado o seu referencial de contemporaneidade. No entanto, essa esotérica metamorfose do sujeito “maior fotógrafo”, organizada pelo princípio dialéctico da negatividade positiva e da positividade negativa que tenderá a opor-se ao sujeito/objecto “poeta que mata”, contribuirá para a notoriedade da transcendentalidade denotativo-fotográfica do referido sujeito “maior fotógrafo..” na medida em que o levará a interceptar os círculos da responsabilidade e da evidência denotativa/conotativa da fidelidade e da autenticidade do sujeito/objecto “poeta que mata” – aqui exclusivamente na sua qualidade de objecto – resultando daí a supressão de toda a mediação com o real.
É pois, um tema de abordagem complexa.
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caiado 2much3time
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inserido em: 2010-02-28 14:49 | Editar Msg | Responder |
Aqui entra o Caiado Triste.
Ao contrário do poeta-que-mata, Caiado é fotógrafo. Nunca foi caçador, nunca andou emboscado em arbustos a espreitar traiçoeiramente seres vivos que fazem a sua vida numa suposta liberdade em que acreditam, num suposto direito à vida que assumem, naturalmente, como naturalmente nasceram e foram criados, sei maternidades, parteiras, IVG's ou discussões familiares, violÊncias domésticas ou polémicas fracturantes sobre o género (o sexo Feminino/Masculino) de cada um dos pais, tal como permite o "moderno decreto".
Á semelhança do poeta-que-mata, o fotógrafo Caiado também se interessou pelos animais. Arriscou-se ao fotografá-los atropelados sem misericórdia por automobilistas cobardes (Serial Killers, antigas inst. tip. Lobão, 2000), uniu-se à sua "diáspora" - grupos activistas espanhois para defesa dos animais - fundou o Colectivo Unificado de Libertação Taurina (uma célula clandestina de combate pela libertação animal) e dedica toda a sua vida à sensibilização para uma sociedade mais justa, tolerante e sustentável, a partir do reconhecimento de que todos nascem com direito à vida e que a evolução do Homem se manifesta pelo abandono de práticas sádicas que infligem dor, sofrimento e derramam sangue inocente. De que serve abolir escravatura, pena de morte, falar em Direitos Humanos, lutar contra a excisão feminina, a tortura se a cada esquina temos um estabelecimento que nos serve partes de seres vivos abatidos e esquartejados para servir uma gula e um motivo puramente comercial?
Ao contrário do poeta-que-mata, o Caiado triste sabe uma coisa: ESTE PAÍS NÃO É PARA VELHOS.
Sabe-o, porque é fotógrafo. Os fotógrafos observam. Mesmo quando aquilo que é tão obsceno para ser fotografado não pode ser capatado, mesmo assim, observam. Os fotógrafos são as vítimas modernas da CENSURA. São o moderno Inimigo Público e cada vez mais a socieddade tenderá a aprovar leis restritivas à sua livre circulação. A par dos animais, os fotógrafos são a única 'espécie' a merecer dístico de barramento em espaços públicos. A par dos animais, os fotógrafos são a espécie com mais agressões por parte de particulares e agentes de autoridade. Ao contrário dos políticos, os fotógrafos mostram-nos o Planeta que fazemos dia-a-dia. Denunciando os políticos, os fotógrafos mostram a verdade por trás dos discursos e do apregoado "progresso". Tal como as escutas agora indiciam que algo sinistro se move nos bastidosres do "choque tecnológico". Apesar de haver nesta classe quem esteja 'à venda', na sua essência o fotógrafo é genuíno. What you see is what you get. Ninguém gosta disto. Pode haver muita gente a dizer que aconteceu isto e aquilo, que foram abatidos centenas de sobreiros, que houve poluição numa ribeira que matou milhares de peixes e aves, que foi descoberta uma vala comum com dezenas de corpos, que tal ministro anda a negociar secredos de Estado, etc. Mas tudo isto pode e será severamente desmentido. E o povo tenderá a acreditar nos políticos, o povo, naturalmente bom, acredita no bem e é isso que gosta de ouvir. Até que surgem as primeiras fotos. Dos corpos na vala comum, dos peixes mortos, aves asfixiadas, árvores pelo chão sem piedade - uma entrada furtiva num restaurante onde numa mesa está uma personagem sinistra que ninguém sabe quem é nem saberá nunca. ESTE PAÍS NÃO É PARA FOTÓGRAFOS.
AO contrário do poeta-que-mata, o Caiado triste sabe disto. Por isso está triste. Mas não iludido. Tem a sua carreira documentada e sabe que será a história dessa carreira que passará à geração herdeira. Sabe que a Fotografia é como uma zona de caça cinegética em que a traição espreita a cada arbusto, a cobardia campeia e as armas são desiguais. Mas acredita que a verticalidade do ser humano se mede exactamente pelo seu humanismo. Um humanismo que não distingue espécies entre superiores e inferiores, tal como não sabe distinguir pessoas pela cor da pele. Ou pelo grau de escolaridade. Pela posição social. Pelo género (sexo Masculino/Feminino).
O Mal é um conceito interessante. A sua prática reiterada, é criminosa. Ser mau, é CRIME. Provávelmente não punido nas leis que os homens criam, mas é CRIME. Pela lei universal, que é inata a todos nós, é CRIME. E isso tem um preço, no mather what. O interessante de se ser mau (criminoso) é que esse tipo de prática obriga a outra que se surge colada como lapa: a necessidade de cobrir. Tapar, disfarçar, maquilhar. Pois. Quem é mau, para continuar a sê-lo, tem de se dividir noutra personagem, que é que define como as consequências da maldade praticada serão atenuadas perante o público, sidfarçadas, ocultadas, enfim. O assassino pode enterrar corpos e triturá-los, mas isso tem um prazo. E começa a sofrer as consequências desde esse minuto, que são a de investir num alter-ego que será o seu coach for the felony.
Por isso, quem é mau vive menos. EM média, menos cinquenta por cento. Porque tem de dedicar os outros fifty ao alter-ego que lhe BRANQUEIA a imagem e o nome. Dá pena. Assim é Manuel, que ironicamente se apelida Alegre, sobrenome que divide com o compnheiro inseparável do Mickey. (E não falo do Pluto, deixemos os animais de fora disto, estamos a falar do Mal).
(duas de três partes)
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Ricardo Costa fotomaster
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inserido em: 2010-02-28 22:40 | Editar Msg | Responder |
Coisa que aprendi mal me propus tambem em defender algo fora do sistema: nunca mas nunca se pode ser eloquente. A malta do "mal" tem um vocabulário muito reduzido, se não o fosse o caso, teriam mais cultura, mais sensibilidade e talvez, quiçá, estivessem também do nosso lado.
Outra regra: não os colocar como o inimigo. Rapidamente me cansei de ser o jovem ridiculo, e resolvi ser o jovem que obtem resultados. Sim, a minha biografia não será tão heróica, nem tão espalhafatosa, mas optei pelos resultados.
Vi muitos "heróis" de "farda" reaccionária, expressões inflamadas, com atitudes de mártir e afins. São engraçados, e até fui um deles como já afirmei. São engraçados mas de pouco servem no final da "manif".
Vejo muitos defensores de animais a dizerem coisas fantásticas como "o ser Humano é inferior ao cão de quem limpa os dejectos" "só os seres humanos fazem mal uns aos outros por simples maldade", etc etc. E esses defensores ficam muito chateados e frustrados quando os apoios que vão tendo são poucos... Não se conseguem apoios para uma causa quando se ofende quem nos pode apoiar. Para mim isso é lógico. Para outros preferem brilhar num discurso inflamado. Sim, é bonito, a malta aplaude com fervor e afins. Os resultados é que podem falhar...
Caiado, fico sempre na dúvida se és um trovador iluminado ou um frustrado decadente. Seja qual for o caso, tens aqui um admirador :)
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caiado 2much3time
Posts : 1051 |
inserido em: 2010-02-28 15:23 | Editar Msg | Responder |
O maior fotógrafo de Portugal não sou eu. O maior fotógrafo de Portugal é o equivalente ao Soldado desconhecido. Pode ser o 'toupeira' que anda a divulgar as escutas e que já encalhandrou o PGR. Pode ser o António Barreto que encontrou forma de nos dar a conhecer um fiel retrato de nós-Povo através do trabalhar sobre as estatíticas comparadas. Pode ser a t-shirt com que o Mário Crespo dorme, numa atitude panfletária executada ao mais alto nível, no Coração da Democracia. Num MANIFESTO contra a CENSURA.
É disto que se trata. O maior fotógrafo de Portugal é cada um de nós que se insurge contra as novas censuras. Há censuras na Fotografia, fala-se por exemplo na "ditadura do digital", e no possível fim do suporte de negativo (filme). É uma forma de medo a fazer carreira. O maior fotógrafo de Portugal, insurge-se contra as aparÊncias e habitua-se a desconfiar das artificialidades que nos vendem felicidade e composição sob a forma de fotografia. O maior fotógrafo de Portugal investiga a verdade do Photoshop (e afins), as make-up prints, as montagens, os atentados à verdade, as infiltrações do 'inimigo' na genuinidade da Arte. Desta Arte - a Fotografia.
O maior fotógrafo de Portugal, é um ser que luta. Não é um 'animal feroz' porque não faz caçadas no Quénia a convite de 'bokassas' investidos presidencialmente. Como 'animal feroz' elege os que ameaçam o seu território e não os fracos, presas fáceis porque fragilizadas, isoladas do grupo e indefesas. O maior fotógrafo de Portugal é alguém que luta. Pelo esclarecimento da Arte, se Jpeg se Raw, pela verdade, se com tratamento se sem (de imagem), Pela decência, como no caso da campanha que usou figuras numa obscena promoção de Portugal à conta de um fotógrafo não-Português. Enfim, há muito para lutar.
Por mim, apenas fiz o que propuz. É verdade que não fui um mr. jackyi & dr. Hyde, não tive que me dividir em dois criando um Caiado para limpar a merda do outro. Nisso, ganhei vantagem. NIsso, Alegre dá pena. Ele foi vítima de uma caçadeira muito mais romba e ferrugenta que a sua voz, de canos muto mais curtos e que dispersam muito mais que a sua com a qual assinou traições inconfessáveis sob a capa de convívio e pandeguice. Nisso, estou melhor e por isso permito-me ter pena deste poeta-que-mata.
A minha luta foi contra o sistema. Um sistema assente em lojas, a que chama galerias. Em favorecimentos e artificialidades tentaculares que perpassam organismos públicos e empresas do Estado, a que chamam Mercado. A minha luta.
Dediquei a minha vida - posso dizê-lo à Fotografia. Não à boa fotografia, à fotografia bonita, à fotografia do parece bem. Não ao 'fotografica e políticamente correcto'. Dediquei a vida à Fotografia enquanto Arte que vale por si, independentemente de Comissários políticos e amiguismos de circunstância ou acordos comerciais corompidos pelo dinheiro. Não fiz da MINHA fotografia uma LOJA DE CONVENIÊNCIA.
Ao romper com o mainstream, assinei a declaração de marginalidade. Era fora do aparelho que se usa da fotografia para fins que com esta nada tÊm que ver. Ainda assim, sobrevivi. Até hoje.
SE ESCREVO ESTE POST é porque não sei o que me vai acontecer amanhã. Por isso deixo esta mensagem, que espero seja lida e comentada em liberdade, mas que defenda sobretudo a fotografia. Uma missão.
Em 1991, adquiri uma Nikon 601 AF. Depois passei para a Canon A1 (várias) até chegar à F1N. É o que uso. EM 1992 começei a expor. Nunca tive o tal Portfólio e contra isso me insurgi, identificando-o logo como o "primeiro instrumento censório" do regime. Tal como as galerias. Nunca fui apresentar-me a uma. NEm a nenhum organismo público ou participado. Tal como desde cedo me insurgi contra os Cursos de Fotografia. Fi-lo da forma mais conveniente, aproveitando uma exposição de tributo aos designers gráficos que me foram desenhando os folhetos e cartazes ao longos dos anos de travessia do deserto, de megafone em punho na varanda do primeiro andar do Centro de Cultura Libertátia, Cacilhas. Ali gritava, "abaixo os cursos de fotografia".
Era simples. Os cursos não formam fotógrafos no sentido de combatentes, mas gente que através da fotografia será um assaliariado. Alguém, portanto que, pela via financeira, será submisso ao sistema, cumprindo ordens, anulando a sua visão própria e alimentando a voracidade do regime que, como se sabe, usa mais do que nunca o audiovisual para se instalar.
Reconheço fragilidades na minha luta. Reconheço alguns erros de percurso (os erros que não reconheço atribuo-os à minha ignorância). Reconheço idealismos desajustados e 'moinhos de vento' estéreis. Não revejo utopias nem fantasmas. É real, ao fim de anos de combate por uma Fotografia Livre e descomprometida, sei do que falo. Se sou o único, isso não deve retirar-me mérito ou atribuir-me foros de loucura. Só talvez de teimosia.
Se algo me acontecer, ficarão os suportes gráficos. As obras, fotografias e quadros que acumulei numa garagem onde chove dentro, deverão ser destruídos se o "conselho" que reuni para cumprir esse desígnio for fiel à minha vontade. Sou dos que acho que os tributos devem sobretudo ser feitos em vida e que obra nenhuma deve sobreviver ao seu autor, enquanto espólio à espera dos abutres.
Deixo algumas obras dispersas por pessoas comuns, que me ajudaram em situações de necessidade. Fizeram-no desinteressadamente e até algumas com prejuízo próprio, por isso era o mínimo que poderia corresponder. Nem sabem elas que têm provávelmente os únicos e últimos artefactos da minha criação fotográfica.
Só uma última coisa:
Quando digo que estou triste, é por perceber que já ninguém luta pela Fotografia. E ela é tão importante para a nossa Liberdade. Para que o Mundo seja finalmente justo. Para que os políticos tenham, afinal o Medo que temem ter. Para que as pessoas vivam a sua vida em plenitude e não pela metade, mercê dos alter-egos parasitas.
Viva a República. Viva a Monarquia. Viva Portugal. Vivam os animais. Vivam as Mulheres de Portugal que defendem os Direitos dos Animais.
Fim
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efe 2much3time
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inserido em: 2010-02-28 17:44 | Editar Msg | Responder |
«Quando digo que estou triste, é por perceber que já ninguém luta pela Fotografia.»
Já ninguém luta por nenhum dos valores inscritos na matriz humanista. Seja ele de índole social, política ou cultural. Esses campos de batalha foram transformados em palcos virtuais onde tudo o que é apresentado é falso. E para isso se contratam empresas que criam Magalhães e merdas semelhantes.
Já ninguém luta por Justiça. Já ninguém defende a honestidade. No mais, andamos todos de chapéu de chuva ao contrário, tentando apanhar as cavacas que os sócrates e os belmiros deste mundo atiram das suas varandas.
E a culpa é dos que se renderam à globalização, sem a questionar com sentido crítico, e dos que mafiosamente delapidam, sofregamente, o erário público, como se soubessem que o mundo vai acabar em breve.
E a culpa também é da carneirada, que assiste impávida e serena a tudo isto, fascinada pelas novelas, novenas, e futebóis, e se demite das suas obrigações cívicas.
É triste, mas é o retrato possível do mundo de hoje. É o que somos.
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Paco del Bierzo fotomaster
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inserido em: 2010-02-28 19:11 | Editar Msg | Responder |
Não sei se isto é um manifesto de pré candidatura se é um Requiem. Pareceu-me de início que seria um manifesto eleitoral, o preparar da opin ião pública para uma candidatura não anunciada nem assumida ainda, á presidência da tal coisa pública. Ia eu dizer:
- Pronto, convenceste-me. Abaixo o Alegre. Viva o Triste.
Eis senão quando dou por mim a ler uma espécie de Requiem em prosa, um testamento, uma despedida e comecei a sentir-me órfão. Agora que tinha acabado de encontrar o meu candidato, fico sem ele. Sinto-me só, Triste e abandonado. A Alegre não volto, por isso Triste, não me (nos) abandones. Não vás e, se já estás a caminho, volta, para cumprir a tua missão. Vivam os Tristes
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Biel fotomaster
Posts : 549 |
inserido em: 2010-02-28 17:14 | Editar Msg | Responder |
Vivemos num Pais de tristezas...
Notícias Ana Malhoa!
Ana Malhoa: "Tenho facilidade em engordar
Ana Malhoa: "Eu fazia o que a Xuxa faz!"
Nem Ana Malhoa canta nem Avanca festeja
Ana Malhoa anula concerto
Quantos milhares de pessoas não terão ficado tristes ao ler estas notícias???
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Ricardo Costa fotomaster
Posts : 511 |
inserido em: 2010-02-28 22:16 | Editar Msg | Responder |
Começo por dizer o obvio: entre o ego do Caiado e do Alegre, prefiro o gajo da Esquerda.
Este país é só de velhos pá! Isso é mau? Sim e não, sabe-se lá.
Criticar alguém que sempre agiu conforme o que achava errado ou certo no contexto de um tempo, isso chama-se ser "verdadeiro" e não agarrado a partidos que são verdadeiros navios fantasma ancorados em meia dúzia de ideias que nunca mudam.
Entendo que a faceta "poeta-que-mata" te incomode particularmente. A mim nem tanto sabes, incomodam-me outros tipos de assassinato, tipo o futuro da nação e afins.
Tens consciência do que dizes quando classificas a Esquerda de "estúpida"? Mostra um Caiado azedo, e tenho pena...
Tenho pena porque Portugal tem vindo a ser governado por governos "á direita", mesmo os governos de esquerda, têm sido centristas, com um pé na direita. Respeito opiniões... mas frases inflamatórias apenas porque têm impacto, são apenas uma solução fácil e infantil, coisa que não esperava de ti(pelo menos não mais do que o costume).
É muito fácil reduzir uma pessoa a umas frases bem construídas. É arma a que é fácil recorrer. Fácil demais até.
Tão fácil e ridículo... e sabes porquê? Porque o mesmo que dizes do Alegre, se podem dizer de qualquer um dos políticos... e pelo que escreveste, cada vez mais prefiro o Alegre a uns insípidos seres que apenas acham que chegou a vez deles ou coisa ainda pior.
Incomoda-me também que andes em plena campanha anti-Alegre, usando o Canal que não tem porra nenhuma com Esquerda ou Direita, excepto em termos de enquadramento e afins.
Politicamente hoje em dia pouco interessa a tendência politica de um governo, muito menos num país fantoche como o nosso.
O Alegre é bastante menos "velho" do que tantos outros concorrentes ao tal "Eldorado".
A atenção, é-me indiferente o Alegre ou outro qualquer. Não porque são todos iguais, mas porque não podem ser muito diferentes.
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caiado 2much3time
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inserido em: 2010-03-01 22:56 | Editar Msg | Responder |
De facto, quem vê textos não vê pessoas e isso tornou-se agora evidente. Corrijo porém: todas as referências ao Alegre feitas anteiormente a este tópico são matéria de descompressão. Não encerram nada mais que aquele discurso ao jeito do EFE que por objectivo final apenas tem o de lançar a confusão e permitir navegar à toa em tabelas non-sense numa mesa-de-bilhar ao jeito de Tim Burton.
No entanto, neste tópico falei algo mais a sério. Se voltei ao Alegre, não foi por achar que ele não presta ou por achar que este é o lugar para azedumes. No entanto, como cidadão que, por ser fotógrafo é obrigado a comer o mundo que lhe servem, descubro a hipocrisia e, defeito meu, convivo mal com ela.
Por isso é com desalento que vejo alguém que se propõe ser a figura de topo de uma nação, não acompanhar a evolução dessa mesma nação. Quando falo do Alegre, dos candidatos presidenciais, falo de um país que vejo como fotógrafo. E, como fotógrafo, vejo um país deprimido a quem vai sendo servida novela atrás de novela como se de xanaxes se tratasse. Vejo um país que persegue, restringe, oculta, trafica e omite.
Quando a ministra da cultura cria uma secção de tauromaquia no Centro Nacional de Cultura, o que é isto? É dizer que, goste-se ou sejamos visceralmente contra esta hedionda prática, temos que a sustentar, pois o CNC é mantido com o erário público. Mais, é colar a TODOS os artistas portugueses o carimbo de afcionados por uma prática sádica. Quem não se revê nisto, tem que gramar. Que nome se dá a isto. Abuso de poder? PEnsem.
Como fotógrafo, como defensor desta nobre arte, insurjo-me contra os abusos. COmo artista, acredito que a sensibilidade consuz à razão e que a evolução aniquila a violência. NO entanto, a que assistimos nós?
A um candodato ao mais alto cargo da Nação que se reclama poeta. E, contudo, consegue conciliar essa "sensibilidade" literária (atenção que estamos no séc. XXI) com uma prática que vive da embuscada, da matreirice, do engodo, da armadilha, da desigualdade de armas. E depois, este poeta, quer catapultar-se ao estatuto de "combatente". Serei só eu que vejo isto ou anda tudo a dormir?
Aceito que transpareça azedume do discurso. Mas é a frustração de saber que, por mais que se saiba que derramar sangue sem necessidade é errado, ninguém parece querer fazer caso. Porque ninguém está para ficar mal visto entre os demais. Enfim.
Como fotógrafo, aspiro a um mundi livre, não a um país em que se esgrimem palavras Esquerda, Direita, Centrão, Extrema, para alimentar uma estafada alternancia política e seus apaniguados lacaios. COmo fotógrafo, exijo circular livremente com quantas máquinas me couberam nos braços sem ter dísticos fascistas e polícias zelosos e cidadãos inchados de direitos supostos nem lugares proibidos ou assuntos-tabu. Como fotógrafo, estou farto de ver tanta gente a falar da tal liberdade e depois vivermos no mais censório dos mundos onde somos obrigados à auto-censura para não chegarmos à vergonha da censura prévia.
Era disto que falava, se calhar não muito organizadamente. Quando escrevo, faço-o directo. Por isso vão algumas gralhas sem correcção. E não revejo o que escrevo porque, quando o fizer, estou a praticar aquilo contra o que luto. Liberdade pode também ser isso, dizer o que se pensa quando se pensa e não depois, quando já não é o qu se pensa mas o que achamos que fica menos mal segundo o que os outros hão-de pensar. Que me desculpem os (que os há, aqui, é verdade) doutos e letrados, que tÊm trazido qualidade a este forum. Mas eu não sou escritor, sou fotógrafo. E tudo quanto seja mais que as seis palavras de legenda de uma imagem já extravaza a minha velocidade de obturação.
Viva a República (que vai pagar balúrdios pela visita do Papa). Viva o Estado laico. QUe vai beijar a mão do Bento-não-sei-quantos. Pronto, agora não falei do poeta-caçador.
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