| Descrição: | Tenho um quarto cansado e velho à minha espera. Um espaço neutro, barreira invisível entre mim e o meu abismo, revestido de espelhos opacos. Cada um reflecte uma palavra escrita na parede, é frio mas aconchegante. Paro em frente a uma imagem reflectida do meu próprio perfil e pergunto-me que lágrima escorre neste caixilho, que cheiro têm estas paredes? Sou o real mistério da minha alma. Sou múltipla refracção de espelhos, somente imagens enevoadas nas paredes de um quarto qualquer. Cansada, fecho a porta… A felicidade está em rodar a chave desta fechadura escura e oca. Está em esquecer este espaço passado. Está em mim a erguer mais um espelho para me reflectir… algures. |