| Descrição: | Cachão da Valeira, Tua, Pinhão, Bagaúste, Régua, etc...etc...
Muitos pagaram caro a ousadia de desafiarem este rio, bravo, furioso, que queria ser indomável, para, nos frágeis barquitos de nome Rabelos, transportarem até aos cais de Gaia o precioso, Baconiano e Dionisíaco néctar que das fragas das encostas do Alto Douro escorria pelas pontas das vides. Dizem que não era mais que o suor que do rostos rudes, tesos, secos e e tisnados pelo sol, de uns super-homens que alí viviam, brotava em bica, na árdua tarefa de domesticar aquelas, também selvagens e rochosas encostas, e que a rocha se encarregava de processar e transformar nesse precioso sumo das entranhas terra que tem por nome não o do Alto Douro onde nasceu, nem tão pouco o de Gaia onde amadureceu, mas o do Porto, que lhe fica defronte. Vá lá saber-se porquê? São coisas! |