| Descrição: | Acordei assustada... Estavas a meu lado.
Sorriste, estendeste-me um tabuleiro com o pequeno-almoço e disseste que querias levar-me a conhecer um sitio que adoravas.
Aceitei prontamente, despachei-me o mais rápido que pude e meti-me contigo no carro.
A viagem ainda foi longa...
Quando chegámos deparei-me com um enorme e lindissimo penhasco.
Pediste-me para me aproximar contigo da beira, "Para ouvirmos melhor o doce cair da água", dizias tu.
Tive medo, não me parecia seguro.
Mas amava-te e por isso quando me estendeste a tua mão firme e disseste para a agarrar sem medo, não hesitei e assim o fiz, aproximando-me da beira do precipicio.
Foi talvez o maior erro que cometi... Empurraste-me!
Como foste capaz?
Ouvi-te gritar que eu era um anjo e por isso tinha de voar.
Eu amava-te, e tu simplesmente querias pôr fim á minha vida, àquela mesma vida que foi dedicada a ti, àquela que depositei sem medo nas tuas mãos...
Hoje, depois de morta, a minha alma ainda vive e chora lágrimas de dor, revolta, ódio e desespero, ainda se lembra do teu cinico sorriso daquela fatidica manhã, sentada neste rochedo, à beira do precipicio no qual morri por amor...
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